V Centenário da Viagem de Circum-Navegação de Fernão de Magalhães — Conclusão por Elcano 1522

Cumprir o destino

Quando partiu de Sanlúcar de Barrameda a 20 de Setembro de 1519, Fernão de Magalhães não tencionava dar a volta ao mundo. Sendo súbdito de D. Manuel I, o navegador teve o cuidado de propor à Coroa Espanhola uma rota que não cruzasse as águas portuguesas. Porém, os ventos do destino sopraram noutro sentido. 

Depois de uma viagem repleta de contratempos, Magalhães encontrou finalmente a tão idealizada passagem do Oceano Atlântico para o Pacífico e lançou âncora na Ilha de Cebu, nas Filipinas. Contudo, o intrépido navegador envolveu-se numa disputa local, da qual não saiu vivo. 

A 16 de Setembro de 1521, Juan Sebastián Elcano, um navegador basco que havia comandado uma nau entretanto destruída, foi nomeado capitão da Victoria. Este navegador chefiava agora a única embarcação que restava da antiga armada. Mesmo sabendo que pagaria um alto preço se fosse detetado em águas lusas, o explorador decidiu regressar a casa pelo Atlântico, e completou a primeira volta ao mundo, confirmando todas as previsões de Magalhães. 

A presente moeda, da autoria de Luís Filipe de Abreu, é a quarta e última da série comemorativa da primeira viagem de circum-navegação, realizada há exatamente cinco séculos.

Esta moeda alusiva à conclusão da epopeia, completa o conjunto.

No anverso e no reverso desta moeda vemos representada a nau Victoria, regressando ao porto com as velas muito danificadas, e uma esfera armilar, símbolo dos avanços na arte da navegação, para que Magalhães tanto contribuiu.

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