Moeda Aristides de Sousa Mendes — Nunca Esquecer

Há 81 anos, Aristides de Sousa Mendes, cônsul português em Bordéus,  desobedecendo às ordens do regime do Estado Novo, concedia milhares de vistos que possibilitaram a outros tantos milhares de mulheres, homens e crianças, muitos deles judeus, a fuga para Portugal e muitas vezes daí para um destino de liberdade. Aristides chegou mesmo a dar ordem aos consulados de Toulouse e Bayonne para que assinassem os vistos, deslocou-se a Bayonne e continuou, na rua, junto à fronteira de Hendaia, a tarefa heróica de atribuição de vistos.

A história desta figura única nacional não é uma história para esquecer. É sim uma história para contar e ficar cunhada para a posterioridade, mostrando que o ato de consciência de Aristides de Sousa Mendes é um exemplo de luta contra a discriminação, e a afirmação dos valores da liberdade e da solidariedade. 

A INCM decidiu incluir este ano no seu Plano de Emissão de Moedas Comemorativas uma homenagem a este homem inspirador, cunhando uma moeda que foi apresentada publicamente no contexto da cerimónia de celebração do Feriado Municipal de Carregal do Sal, no dia 19 de julho, em Cabanas de Viriato, 

A sessão solene realizou-se na Casa do Passal, situação motivada pelo facto de, nesse mesmo dia, se assinalar a data de nascimento do humanista Aristides de Sousa Mendes, natural daquela localidade.

Foram vários os intervenientes que estiveram presentes nesta sessão, entre os quais André Moz Caldas, secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, Berta Nunes, Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, Rogério Abrantes,  Presidente da Câmara Municipal de Carregal do Sal e, em representação da INCM, Alcides Gama, que afirmou na sua intervenção “É muito importante a criação desta moeda porque, sendo a emissão de moedas um ato de soberania, elas podem ser aproveitadas para afirmar a cultura, os valores, a identidade do país que as emite.. Ainda por cima, estamos a falar de uma moeda que comemora uma personalidade única da história nacional”.

Desenhado por José Viriato, esta moeda apresenta no seu anverso o olhar resoluto de Aristides de Sousa Mendes, desafiando-nos a seguir o seu exemplo de coragem. E, no reverso, os cinco grandes valores que nortearam a sua ação integrados num V de vitória, incitando-nos a nunca esquecer os horrores do passado.

“Nunca esquecer – em memória do holocausto” foi o mote desta moeda de edição limitada, que evoca o cônsul de Portugal em Bordéus, e que é dedicada às vítimas do Holocausto, a todos quantos se conseguiram salvar, e aos heróis que os ajudaram.

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