Editorial Junho 2021

Por: Nuno Guerra Santos, Membro da Comissão de Coordenação Estratégica da INCM

A sustentabilidade das empresas, não é mais uma “moda” da gestão, um conceito vago de aparente responsabilidade social e ambiental, a embelezar os relatórios de organizações que, na sua essência e nas suas práticas, se mantinham inalteradas.

Hoje a sustentabilidade é um imperativo ético e de sobrevivência, das organizações e do mundo como o conhecemos. A “seleção natural” resultará, progressivamente, do crescimento de uma consciência coletiva face à urgência da mudança e far-se-á pela escolha dos clientes, pela preferência dos trabalhadores ou pelos incentivos ou penalizações do Estado. 

É urgente consolidar a ética nas práticas empresariais, incluindo nos novos domínios do digital, onde tantas vezes se joga a privacidade e a segurança das pessoas. É inadiável a incorporação de energias mais limpas e de redução de desperdícios, numa economia cada vez mais circular. É indispensável assumir a responsabilidade que cada um de nós, no plano individual ou coletivo, tem na sociedade, contribuindo para comunidades mais justas e equilibradas.

O desafio parece complexo e esmagador, mas será atingido pelo somatório de pequenas e grandes ações, de cada um de nós. Como alguém dizia, recorrendo ao humor, “se queres mudar o mundo, começa por arrumar o teu quarto”. A recente pandemia não podia ter tornado mais evidente a importância da solidariedade para dar conforto aos que mais precisam, mesmo que isso se traduza num pequeno gesto entre vizinhos.

Na INCM há muito que damos o nosso contributo. Somos uma empresa pública, com especiais responsabilidades perante a sociedade. Incorporamos na nossa visão a promoção da língua e cultura portuguesas. Integramos nos nossos valores e nas nossas práticas o desenvolvimento sustentável, a responsabilidade para com os trabalhadores, o respeito pela igualdade de género e não discriminação, a inovação em rede.

Acreditamos que há espaço de melhoria e queremos aumentar o nosso impacto. Criámos uma agenda para a sustentabilidade, que amplifica e traduz para ação um conjunto de dimensões não tão visíveis nos planos de negócio. Clarificámos e atribuímos novas responsabilidades neste domínio. E estamos a trabalhar em novas e importantes iniciativas, muitas das quais desafiando a participação dos trabalhadores.

Ninguém pode ficar indiferente. É tempo de agir. Contamos com todos!

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