Editorial Agosto

Por: Paula Pedro, Diretora da Unidade das Contrastarias e de Fiscalização na Imprensa Nacional-Casa da Moeda

No passado dia 27 de julho a Contrastaria comemorou 139 anos desde que foi integrada na Casa da Moeda por decreto do Rei Dom Luís I, um processo de certificação que até então era assegurado pelos contrastes municipais. Mas a sua história já remonta ao século XIII, sendo provavelmente a mais antiga forma de defesa do consumidor de que há memória. Parafraseando o editorial de abril, que não podia ser mais adequado à Contrastaria, “a INCM não é apenas uma empresa, é muito mais do que uma empresa. É uma História, são histórias que se confundem com a memória de Portugal e dos portugueses.”

E é aqui, precisamente, que reside um dos principais desafios da Contrastaria: reforçar a visibilidade junto dos cidadãos em geral. Afinal de contas, todos nós temos algo que já passou pela Contrastaria nalgum momento… o anel de noivado ou as alianças, os brincos que passam de geração em geração, o anel de fim de curso, a pulseira do bebé e tantas outras peças carregadas de sentir e que marcam momentos na vida de cada um!

O desenvolvimento de um Plano de Comunicação dirigido ao consumidor final é, como não poderia deixar de ser, uma das prioridades mais imediatas, dando continuidade à estratégia de aproximação e abertura, que se tem vindo a materializar em diversas iniciativas, de que é exemplo recente a criação da página de Informação ao Consumidor no site da Contrastaria (https://www.contrastaria.pt/). Apenas um consumidor informado do valor da marca de contraste – A MARCA QUE FAZ A DIFERENÇA – saberá que a deve exigir no momento da compra de artigos com metal precioso, na defesa dos seus direitos.

Ao mesmo tempo, urge apoiar a revitalização e a competitividade do setor da Ourivesaria e Joalharia portuguesas, que vive um imenso processo de transformação e de adaptação a uma nova e adversa realidade. A pandemia forçou o setor, e toda a economia, a procurar novos modelos de negócio ligados a uma aceleração digital que já vinha ganhando terreno e que possibilitou novos canais de venda à distância.

De forma acelerada, foi imperativo que a Contrastaria se reinventasse para prestar o melhor serviço aos seus clientes. Mas foi capaz de mostrar resiliência perante situações de incerteza e de mudança e respondeu de forma ágil e flexível às necessidades dos operadores económicos, nomeadamente com o Serviço de Transporte Seguro e o projeto de marcação nas oficinas, ao mesmo tempo que aumentou de forma expressiva os níveis de eficiência e eficácia que monitoriza diariamente e que tiveram reflexo no aumento do índice de satisfação dos clientes e das expetativas que depositam numa Contrastaria moderna, capaz de inovar a tradição.

Não me canso de citar Michael Hammer, percursor do conceito de reengenharia, quando diz que “o segredo do sucesso não é prever o futuro. É prepararmo-nos para um futuro que não pode ser previsto”. É isso que a Contrastaria está a procurar fazer, com as suas pessoas, a quem é merecida uma palavra de agradecimento e reconhecimento pela sua entrega e sentido de missão, no terreno ou em teletrabalho, e que são o rosto da mudança, deixando claro que, na verdade, são as pessoas que fazem a diferença!

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